Boa comida em Areia-PB

Comer bem é uma das coisas que tornam uma viagem inesquecível. Seja qual for o destino, visitar bons restaurantes é sempre prioridade, afinal, conhecer bem o lugar significa experimentar seus sabores, seus pratos e costumes sobre a mesa. Em Areia, Paraíba, sobram ótimas opções para as refeições e sobremesas.

Comida saborosa, bom atendimento e preço justo. Os estabelecimentos que visitamos na cidade reúnem tudo isso, então vale a pena compartilhar com vocês um pouco sobre cada um deles!

RESTAURANTE RURAL VÓ MARIA
Você chega, senta na mesa rústica e percebe uma quartinha com água fresca cercada por copos de alumínio para lhe receber. A comida é regional, caseira, sem conservantes ou aditivos químicos. O prato é você quem faz, sem balança. O preço por pessoa? Apenas R$ 15.

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Esse é o restaurante Vó Maria, um dos melhores que já visitamos pelo Partiu Interior e que será parada obrigatória em nossas viagens pelo Brejo Paraibano. Ele fica na PB-79, no caminho para a cidade de Remígio, em frente à Mata do Pau Ferro – local bastante procurado para trilhas e turismo pedagógico.

Cercado por jardim, parque, redário e horta (onde é produzida parte dos ingredientes usados na cozinha), o Vó Maria também tem uma lojinha onde se vende um pouco do que é produzido na cidade e na região, além da produção própria de polpas de frutas, também sem conservantes.

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No buffet, comida caseira, quentinha e sem preocupação com a balança. Outro detalhe é que o Vó Maria não trabalha com refrigerante, apenas com sucos – feitos na hora ou da polpa. Tudo é tão saboroso que acho praticamente impossível os clientes deixarem algo no prato e pagarem a taxa de desperdício.

Achou legal? Tem mais: durante os finais de semana, o restaurante ainda aluga bicicletas e cavalos para trilhas e, no final da tarde, oferece chá, no jardim, onde os clientes acompanham o pôr-do-sol.

CASA DO DOCE
A Casa do Doce existe há cinco anos e é um daqueles lugares que você não pode deixar de ir. Lá são servidas sobremesas, café, chá e, claro, o visitante encontra uma variedade enorme de doces e geleias, tudo caseiro e sem aditivos químicos.

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A decoração da loja lembra mesmo uma casinha do interior, mas é preciso destacar também o ótimo atendimento. O pessoal explica direitinho como os doces são feitos, os ingredientes, e você pode provar de tudo um pouco, então, a chance de você sair de lá com muitas compras é bem alta. Vale a pena!

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Nós trouxemos o doce de batata doce, o Macacada (Banana, Coco, Rapadura e Canela) – um dos mais vendidos – e o Fogo Junino, que leva mamão, coco, rapadura, canela, pimenta e cachaça. Por falar nela, lá há várias versões de doces tradicionais com a caninha: Cajá com Triunfo, Goiaba com Triunfo, Me Leva na Mala (Abacaxi com Cachaça). Outro que é uma delícia é o Mais Brasil (banana e abacaxi, cozidos no suco da laranja).

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Demais, né? O horário de maior movimento na Casa do Doce é no início da tarde, pois o pessoal costuma almoçar pela cidade e dar uma passadinha lá para a sobremesa.

BAMBU BRASIL
Topo de serra, noite chuvosa, vento frio e neblina, tudo converge para um jantar a dois em um lugar sofisticado e aconchegante. Uma ótima pedida em Areia é o restaurante Bambu Brasil, que fica na pousada Villa Real.

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O cardápio traz boas opções de entrada, carnes, saladas, peixes, e ótimas sobremesas, como a Segredo das Freias (sorvete, biscoito das freiras e calda de chocolate). Também há uma boa variedade de drinks, vinhos e cachaça. O ambiente a meia luz e a vela acesa sobre a mesa dão um toque especial ao lugar. Funciona de segunda a quinta, das 11h às 15h e das 18h às 21h, às sextas e sábados, das 11h às 15h e das 18h às 0h, e aos domingos, das 11h às 15h.

RESTAURANTE E CACHAÇARIA
Uma boa pedida para quem gosta de comida regional e de cachaça é O Barretão – Restaurante & Cachaçaria. O lugar funciona apenas no horário do almoço e conta com uma adega de degustação, onde é possível encontrar cachaças de todo Brasil, com destaque para as paraibanas e as mineiras.

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Outro atrativo muito interessante do Barretão é a oficina de produção de cachaça. Basta juntar o grupo e agendar a atividade por telefone. Infelizmente não ficamos tempo suficiente para provar a comida e degustar as cachaças, mas visitamos o lugar e saímos com a certeza de que estará no roteiro da próxima visita.

O Barretão fica em frente à Praça Ministro José Américo de Almeida, 466. O telefone é o (83) 99931-1735.

LACHE RÁPIDO
Padaria Moinhos do Trigo, na Praça Pedro Américo. Só de lembrar dá saudade. Chegamos no final da tarde, bem na hora que saem os pães quentinhos. O atendimento é ótimo e os preços são muito bons.

 

Você já viu:
Uma viagem pelo Brejo Paraibano

Pronta para receber os turistas e cheia de histórias, Areia surpreende

Nos próximos posts você vai conhecer:

  • Turismo Histórico e Cultural em Alagoa Grande
  • Dois destinos que não podem faltar no roteiro dos apreciadores de Cachaça

Pronta para receber o turista e cheia de histórias, Areia surpreende

Imagina você sair de casa planejando conhecer engenhos de açúcar e cachaça, uma loja de doces, alguns museus importantes e, de quebra, ainda fotografar belas casas preservadas. Agora imagina você chegar ao destino e logo se surpreender com uma cidade preparada para o turismo e cheia de história! Foi assim com Areia, no Brejo Paraibano.

menino na bicicleta

Localizada no topo da Serra da Borborma, a 618 metros de altitude, Areia possui cerca de 420 imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2006, e é cercado por belas vistas da serra. Além disso, reúne curiosisdades que tornam a cidade ainda mais interessante. Lá surgiram a primeira banda filarmônica da Paraíba, o primeiro curso de Agronomia do Nordeste, o primeiro jornal e o primeiro teatro do estado, e lá a escravatura foi abolida antes da Lei Áurea. Areia também é a terra onde nasceu o pintor Pedro Américo – autor de um dos quadros mais famosos do nosso país – e do escritor José Américo, percursor do Regionalismo na literatura brasileira. E tem muito mais!

No centro, a simpática rua Getúlio Vargas, com suas coloridas casas tombadas, por si só, já é um atrativo que rende belas imagens. Mais do que isso, tem uma energia boa que mistura nostalgia,  tranquilidade e alegria. A praça cheia de conversas no final da tarde, o comércio pulsando em imóveis preservados e o povo nas calçadas, interagindo ou vendo o tempo passar. Em tempos de correria, trânsito intenso e encontros rápidos apenas em mídias sociais, Areia mostra para nós que é possível sim viver a cidade.

senhores na praça

BUDEGA DO VAVÁ
Um bom lugar onde você pode observar e vivenciar tudo isso é a Budega do Vavá, que funciona lá no centro há 37 anos. De um lado, prateleiras com cachaça, rapadura, açúcar, mel de engenho, manteiga, queijos, fuba e outros produtos da região; do outro, instrumentos musicais e outros objetos que contam um pouco da história da família e da cidade, além de sourvenis. A bodega é estreita, mas sobra espaço mesmo é para uma boa conversa.

bodega do vavá

João Chianca, filho do seu Vavá, contou que o pai gostava de conversar e contar as histórias da cidade, antes mesmo de falarem em Turismo Rural por lá. Com a morte do Vavá, há cerca de dois anos, João tocou o negócio e incrementou com uma visão mais voltada para os turistas. Ele nos passou várias dicas e falou um pouco da história e do dia a dia de Areia. Passamos um bom tempo por lá conversando. Vale a pena visitar.

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SOLAR JOSÉ RUFINO
Em frente à Budega está a interessante Casa das 11 portas (hoje dividida entre alguns estabelecimentos comerciais) e o Solar (ou Casarão) José Rufino, na Praça Pedro Américo. O prédio foi erguido pelo português Jorge Torres em 1818 e possui uma das duas únicas senzalas urbanas do Brasil ainda preservadas. São doze salas minúsculas que cercam um pátio, onde eram comercializados os escravos, e contam parte desse capítulo triste da nossa história.

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A entrada é gratuita e a visita é guiada. Na sala principal, alguns quadros de artistas locais estão expostos e à venda, nos demais cômodos, alguns objetos e móveis que fazem referência à época. Por trás do pátio, a vista que se tem da serra também vale a pena conferir. O casarão, onde também funciona a secretaria municipal de Turismo, é bem conservado e hoje pertence à Justiça, mas é mantido pela prefeitura.

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CASA PEDRO AMÉRICO
A obra Independência ou Morte talvez seja a pintura mais conhecida entre os brasileiros, está em praticamente todos os livros de História, ilustrando o momento em que Dom Pedro I, montado num cavalo e empunhando uma espada, rompe com a Coroa Portuguesa. O que pouca gente sabe é que o autor dessa obra é paraibano, e, mais: natural de Areia.

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A casa onde Pedro Américo viveu parte da infância hoje é um pequeno museu. Lá estão expostos objetos pessoais do artista, réplicas de estudos e de algumas obras, como parte da “Batalha do Avaí”. casa pedro americo 3

O único quadro original no museu é o Cristo Morto (1901). A visita não é guiada, o que é lamentável, tamanha importância do pintor para a cidade e para a história do Brasil. A entrada é gratuita e o local também e mantido pela prefeitura municipal.

MUSEU REGIONAL DE AREIA
Ali bem ao lado da igreja da Matriz e praticamente em frente à Casa Pedro Américo está o Museu Regional de Areia, o último local que visitamos na cidade, no último dia de viagem. Uma pena, na verdade, pois o lugar deve ser um dos primeiros locais a ser visitado. Vamos explicar o porquê.

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O museu é muito rico e cheio de histórias. Lá você vai conhecer como se deu a ocupação da serra, os ciclos econômicos pelos quais a cidade já atravessou – Algodão, Café, Sisal e Açúcar – , seus principais personagens, as festas populares e muitas curiosidades do lugar. Tudo é muito organizado e explicado detalhadamente pelos guias. O que nos atendeu foi extremamente didático e atencioso, nada de decoreba. É um daqueles passeios para você perguntar, conversar e, de fato, compreender a cidade.

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Então, vale a pena planejar para que o Museu seja um dos primeiros pontos a ser visitado. O horário de funcionamento é de Quarta a Sábado, das 9h às 12h e das 13h30 às 16h30, e aos Domingos, das 9h às 12h. A taxa de visitação é de apenas R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada).

O TEATRO MINERVA
Infelizmente, o Teatro Minerva, primeiro teatro do estado da Paraíba, está fechado para reforma. Ainda tentamos, por algumas vezes, fotografar a fachada, porém todas as vezes que passamos por lá havia caminhões estacionados, aparentemente em operação de carga/descarga, em frente ao prédio. Um lugar tão importante merecia um pouco mais de atenção do poder público municipal.

ATUALIZADO (26/05) – Resposta da Prefeitura
Sobre o Teatro Minerva, a Prefeitura Municipal de Areia esclareceu que Teatro Minerva acabou de receber a concessão de administração do espaço, que antes era administrado pela UFPB. De acordo com a prefeitura, o teto do palco está comprometido e, por isso, encontra-se fechado. A Prefeitura está iniciando um processo para revitalização do espaço.

O pessoal também nos enviou fotos internas e externas do Teatro Minerva. Nós agradecemos demais pela atenção e pelo contato!

18716392_1921059231511678_2078706749_n(Imagem: Codecom/PMA)

18698747_1921059124845022_1543793762_o.jpg(Imagem: Codecom/PMA)


Você já viu:

Uma viagem pelo Brejo Paraibano

Nos próximos posts você vai conhecer:

  • Turismo Histórico e Cultural em Alagoa Grande
  • Comida boa, hospedagem e aventura em Areia
  • Dois destinos que não podem faltar no roteiro dos apreciadores de Cachaça

Uma viagem pelo Brejo Paraibano

Em nossa primeira viagem pelo Partiu Interior fora de Pernambuco, conhecemos um pouco do Brejo Paraibano, uma região que encanta e surpreende, onde Turismo Rural, Turismo de Aventura e Turismo Histórico e Cultural caminham lado a lado. Foram três dias intensos, percorrendo alguns dos principais atrativos dos municípios de Alagoa Grande e de Areia, e os detalhes dessas visitas você acompanha aqui, ao longo das próximas semanas.

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PARA TODOS OS GOSTOS
O Brejo Paraibano reúne um casario antigo e preservado, cercado por belas paisagens naturais. Possui muitas e boas opções para quem gosta de cachaça, outras para quem curte conhecer engenhos, casas e histórias do século passado, também para quem prefere se aventurar em trilhas a pé ou de 4×4 e, claro, para quem quer simplesmente comer bem e descansar.

“Como vocês descobriram essas cidades? O que tem por lá?” Essas foram algumas das perguntas que mais ouvimos nos dias que antecederam nossa viagem. E não é para menos: se o próprio interior de Pernambuco ainda é pouco conhecido por boa parte dos pernambucanos, imagine duas pequenas cidades localizadas a mais de 100 quilômetros da capital paraibana? Pois bem, respondendo, nosso primeiro contato com Alagoa Grande e Areia foi a partir da publicação Roteiro Integrado da Civilização do Açúcar, elaborado pelo SEBRAE e lançado em 2009.

Como o material está perto de completar dez anos, foi preciso pesquisar e telefonar para engenhos, museus, hotéis afim de sabermos o que (ainda) tem por lá. Com nossa listinha de locais para visitar, partimos no dia 1º de maio.

EM ALAGOA GRANDE
Localizada na encosta da Serra da Borborema, Alagoa Grande fica distante 103 quilômetros de João Pessoa (PB) e possui um dos portais mais legais que já passamos até hoje: um pandeiro gigante, referência ao seu filho ilustre, o Jackson do Pandeiro.

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A visita ao Espaço Cultural Jackson do Pandeiro é parada obrigatória. Lá você vai encontrar documentos, discos e objetos pessoais do chamado Rei do Ritmo. Um lugar sensacional para quem gosta de música popular.

É interessante visitar também o Museu Margarida Maria Alves, agricultora e líder sindical que foi assassinada dentro de casa em 1983 por lutar pelos diretos trabalhistas de agricultoras e agricultores. Conhecer este lugar é vivenciar a luta de uma mulher que inspira trabalhadoras do campo até hoje através da Marcha das Margaridas (Clique aqui para saber mais).

Ainda em Alagoa Grande, vale muito a pena visitar o Engenho Lagoa Verde, que produz a premiada cachaça Volúpia. Distante cerca de 2,5km da área urbana, o lugar é ideal para conhecer o processo de fabricação da bebida e ainda conta com um restaurante rural, o Banguê. Agendando também é possível fazer trilha (trekking) na mata serrana nativa preservada no engenho.

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EM AREIA
No topo da Serra da Borborema, a 618 metros de altitude, está a simpática Areia. O conjunto arquitetônico da cidade é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2006, e cercado por belas vistas da serra.

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Passear pelo centro da cidade já é, por si só, um atrativo, é como se você viajasse pelo tempo até o século XIX. Na área tombada, são aproximadamente 420 imóveis, entre os quais se destacam o Solar José Rufino – um casarão que contém uma das duas únicas senzalas urbanas do Brasil ainda preservadas – a casa do pintor Pedro Américo, o Museu regional de Areia e a Budega do Vavá, um ótimo lugar para comprar cachaça, doces, rapadura, mel de engenho e lembrancinhas.

Comida boa e Turismo Rural também não faltam. Vale a pena almoçar no Restaurante Vó Maria – comida regional, sem agrotóxicos a um preço justo – e jantar no sofisticado Bambu Brasil. A sobremesa fica por conta da Casa do Doce, um destino imperdível, cheio de sabores. Perto de lá, siga até o Engenho Triunfo para conhecer a produção de uma das cachaças mais vendidas da Paraíba e que leva o belo casario de Areia estampado no rótulo.

Cachaça triunfo

COMO CHEGAR
Do Recife até a cidade de Alagoa Grande existem duas opções, mas a que recomendamos é: ir pela BR-101 até João Pessoa e de lá pegar a BR-230 – a famosa Rodovia Transamazômica – até Juarez Távora e de lá seguir pela PB-79. As BRs são duplicadas e bem conservadas, e a rodovia estadual também não tem problemas, é segura e bem sinalizada. A subida da serra é íngreme  e com curvas acentuadas, mas basta manter-se atento(a) e dentro do limite de velocidade.

A outra opção – apontada pelo Google como a mais rápida – é seguir pela BR-101 até Goiana e lá pegar a PE-75/BR-408 para Pedra de Fogo, Itabaiana e depois a BR-230 e PB-79. No entanto, não recomendamos este caminho. Voltamos por ele e, no lado pernambucano, passamos por muitos buracos (que obrigam você a parar ou pegar a contra-mão), trechos em reformas e curvas perigosas. Não compensam os minutinhos a menos.

CONTINUA
Todos os detalhes destes locais você conhecerá em nossas próximas postagens, pois é tanta coisa boa em Alagoa Grande e Areia que tornaria o texto interminável.

Vale do Catimbau II – Como planejar as trilhas

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Já apresentarmos um pouco da viagem, da cidade de Buíque e da Vila do Catimbau no texto anterior (clique aqui), agora chegou a hora de falarmos sobre o principal: como planejar a viagem para o Parque Nacional do Catimbau.

Uma coisa é certa: não é tão fácil encontrar informações atualizadas na Internet sobre o lugar. Por isso, vamos contar um pouco da nossa experiência  e trazer detalhes e dicas importantes. Ah, e se ficar alguma dúvida, é só entrar em contato conosco pelos comentários, por e-mail (partiuinterior@gmail.com) ou em nossa página no Facebook (@partiuinterior). Será um prazer ajudar.

HOSPEDAGEM E REFEIÇÕES
Existem opções de hospedagem na cidade de Buíque e na Vila do Catimbau. Ficamos hospedados na pousada Santos, pois recebemos recomendações de leitores e de amigos de que ela seria a melhor da cidade. A pousada é bem simples e limpa, não tivemos nenhum problema. A diária custa R$ 110,00 (casal) e inclui café da manhã.

Se você vai passar o dia no Parque Nacional do Catimbau, saiba que não há restaurante na Vila. Você precisa encomendar o almoço pela manhã, antes do passeio, e marcar o horário para voltar e almoçar. Nós não almoçamos lá porque chegamos tarde (10h20), então fizemos um lanche em uma padaria ao lado da associação dos guias.

Jantamos na Pizzaria Tavares, na pracinha ao lado da rodoviária. Legal e baratinho.

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OS PASSEIOS
Ao chegar na Vila (para saber mais, clique aqui), procure a Associação dos Guias de Turismo do Catimbau (AGTURC). Lá será apresentado um catálogo com cerca de dez opções de trilhas, desde as mais leves até as que exigem um pouco mais, e você poderá fazer quantas quiser ou aguentar. O ideal é combinar com o guia uma maneira de aproveitar o máximo o dia, associando uma ou duas caminhadas curtas e uma longa em cada turno.

Você irá contratar o guia pela diária, que custa R$ 100, seja para passeio individual ou em grupo de até 10 pessoas. Geralmente o guia vai no seu carro, mas caso o veículo esteja lotado, você pode contratar um que tenha moto. Nosso guia foi o José Almeida (87-96637207), um senhor discreto, meio calado, mas que conhece muito bem a região e nos contou histórias engraçadas.

AS TRILHAS
De carro, passamos pelas pedras do Cachorro, do Cavalo Marinho e do Camelo, pela casa do artesão José Bezerra (tema do próximo post) e por paisagens bem características do Sertão até chegamos a nossa primeira trilha – a Umburana. São inúmeras pedras moldadas pelos ventos e com formatos que brincam com sua imaginação. Jacarés, dinossauros, tartarugas, bruxa, navio, lagarto, leão…

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A trilha é curta, mas tem subidas e descidas um pouco íngremes e exige atenção com as pedras. O esforço vale a pena, pois de lá você também vê parte de Arcoverde, do povoado de Cruzeiro do Nordeste, além do vale. A imensidão do semiárido surpreende e encanta.

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Depois fomos para a Pedra da Igrejinha, que ganha esse nome pelo formato de uma das pedras, que lembram a janela/porta de uma igreja. Com um carro mais alto, é possível chegar bem próximo do local. Lá é ideal para pegar uma sombra (e com o calor que faz lá isso vale muito a pena) e rende boas fotos.

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Na última parada do passeio, fizemos a trilha dos Homens sem Cabeça, que passa por um dos sítios arqueológicos do Vale, e depois a trilha do Chapadão. O caminho é longo, algumas subidas chatas, muito calor, mas o lugar é fantástico. Cada passo e cada parada para respirar é compensada lá em cima, quando você vê aqueles imensos braços de terra e pedras abraçarem o Sertão.

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São 300 metros de altura, mas sabe o que se escuta de lá? Os chocalhos de bodes e cabras que pastam por ali por perto. O som é belo e tranquiliza. Chamei de “Sinfonia Sertaneja”. Segundo o guia, os pastores deixam os animais ali por alguns dias se alimentando e depois voltam para buscá-los. Ir ao Vale do Catimbau é viajar por outros tempos.

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Deixamos o Chapadão após um pôr do sol de encher a vista. Já à meia luz, o Sertão parece menos desafiador, menos hostil, mas igualmente encantador para nossos seis sentidos. Saímos do Vale do Catimbau com a certeza de que iremos voltar assim que for possível, talvez após um período de chuva (que tomara que venha logo), para vermos tudo aquilo tomado pelo verde.

 

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Associação dos Guias de Turismo do Catimbau (AGTURC)
Site: agturccatimbau.blogspot.com.br
Contato: (87) 3816-3052
Pousada Santos: (87) 3855-1267

Saiba mais: 
Vale do Catimbau I – A viagem, a cidade e a vila 

José Bezerra e a arte bruta do Catimbau

Vale do Catimbau I – A viagem, a cidade e a vila

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Você já percebeu que uma das propostas do nosso blog é buscar destinos interessantes no interior, mas aqueles que não são muito conhecidos ou os que são pouco lembrados. Por isso, em quase todas as viagens que fizemos até agora, saímos de casa sem muita certeza se daria certo ou não. Às vezes o passeio não sai como planejado, e aí vem a frustração e a mudança rápida no roteiro, às vezes tudo acontece como previsto, então vem aquela satisfação pela (re)descoberta. Mas e quando o lugar surpreende? Aí a gente fica uns dias meio anestesiados, a dificuldade para selecionar as fotos é enorme, e logo vem a vontade de voltar lá assim que for possível.

Foi exatamente isso que aconteceu com nossa visita ao Vale do Catimbau, uma das 7 maravilhas de Pernambuco e ainda pouco conhecida. Saímos de casa cedinho na expectativa do que iríamos encontrar e, 235 quilômetros e algumas horas depois, demos de cara com um lugar lindo, imponente, moldado pelas forças da natureza.

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A VIAGEM
Criado em 2002, o Parque Nacional do Catimbau possui mais de 62 mil hectares de área e abrange três cidades: Buíque, Ibimirim e Tupanatinga. O acesso mais fácil é por Buíque, basta seguir pela BR-232 até Arcoverde e pegar a PE-270, em frente ao Posto BR. A estrada é boa, mas exige atenção, pois há trechos de subida com curvas acentuadas e outros com alguns buracos na faixa da esquerda.

Saímos do Recife às 5h20 e chegamos lá depois das 9h30 (com uma parada para lanche em Arcoverde), o que impossibilitou de fazermos as trilhas pela manhã. Então, para aproveitar bem, vale a pena chegar no dia anterior à noite, dormir em Buíque e no outro dia seguir para a Vila do Catimbau.

A CIDADE E A VILA
Se já é difícil encontrar informações na internet sobre o Vale do Catimbau, na cidade não é diferente. Praticamente não há sinalização indicando como chegar à vila, ou mesmo uma referência ao principal atrativo do município. Mas, sem estresse, siga pela PE-270 e, já se distanciando da área mais urbanizada, você avistará uma placa à direita indicando o Vale do Catimbau.

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A vila fica a cerca de 15 quilômetros e a estrada é de terra. Também falta sinalização, mas é fácil encontrar a Associação dos Guias de Turismo do Catimbau (AGTURC), basta perguntar a algum morador. Foi o que fizemos, e com poucas palavras já deu pra sentir o que é o Sertão.

– Bom dia, senhor, onde fica a Associação dos Guias?
– Tem errada não, tá vendo aquela igrejinha? Só entrar ali e ir em frente.
– Obrigado!
– De jeito nenhum!

A Associação fica na pracinha, em frente à igreja e ao lado de uma padaria. É lá que você vai conhecer as opções de passeios e combinar como será o seu dia no Vale do Catimbau. Mas os detalhes disso tudo a gente conta no próximo post. Por enquanto, só um aperitivo. Até lá!

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Rota alternativa dos Engenhos – Parte II

No post anterior, você viu como foram nossas visitas aos engenhos Canavieiras e Poço Comprido, em Vicência, Zona da Mata de Pernambuco. Hoje vamos falar sobre outros três destinos que visitamos naquele mesmo dia: o engenho Iguape, o Várzea Grande e o Cueirinha.

3ª parada: Engenho Iguape

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Cerca de 5 quilômetros depois do Engenho Poço Comprido, você chegará ao Engenho Iguape, nossa terceira parada. Esqueça os canaviais verdes a perder de vista, igrejinhas seculares e lindas paisagens, aqui o principal atrativo é a Casa Grande, que – aliás – surpreende.

O casarão tem cinco quartos com 16 camas, duas cozinhas, uma sala grande e um alpendre com piso de madeira. Parte da decoração é original, como foi deixada pelos antigos proprietários. Os móveis, os quadros, os lustres levam você a imaginar como era a vida naquele lugar e, claro, a se imaginar vivendo ali. O lugar é bem ventilado, mas precisa de atenção a alguns detalhes.

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O engenho Iguape oferece hospedagem/day use, conforme panfleto da Prefeitura de Vicência e como confirmou a pessoa que cuida da Casa Grande. Mas vamos ficar devendo as informações sobre valores e os contatos, pois – assim como aconteceu com o Poço Comprido – os números de telefone que estão nos folders estão desatualizados, e o site está fora do ar. A pessoa que nos recebeu e nos apresentou a casa também disse não saber informar um número que pudéssemos entrar em contato.

4ª parada: Engenho Várzea Grande

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Apenas uma parada para fotografar. É o que você vai conseguir no Engenho Várzea Grande, que fica na BR-408, entre as entradas de Buenos Aires e Vicência. Logo da rodovia você vai perceber que boa parte do engenho está em ruínas, abandonada. A beleza do engenho fica por conta das imensas palmeiras imperiais que compõem a paisagem com a ingreja e casa grande, fechadas.

O acesso ao engenho é sinalizado com placas de turismo, e o caminho da BR até lá em muito bom. Mas não ficamos muito tempo por lá, pois não achamos tão seguro.

5ª parada: Engenho Cueirinha
Nossa última parada não rendeu fotos. Infelizmente, a Pousada Rural Engenho Cuerinha, em Nazaré da Mata, encerrou suas atividades. Uma pena, pois seria uma ótima opção de hospedagem na região, ainda muito carente de hotéis e pousadas. Quem sabe um dia ela seja reaberta? A gente torce por isso.

Volta pra casa
Neste passeio que chamamos de “Rota Alternativa dos Engenhos” vimos de perto parte do potencial do turismo rural na Zona da Mata de Pernambuco, e o quanto ele poderia ser melhor aproveitado com ações simples como uma simples atualização do material de divulgação, por exemplo, ou talvez com incentivos do poder público, seja com capacitação e formação de pessoal, investimentos em infra-estrutura, linhas de crédito, parcerias, etc.

É muito bonito e nos enche de orgulho ver a imagem do caboclo de lança percorrer os quatro cantos do país e do mundo, levando o nome da Zona da Mata de Pernambuco. Mas Turismo é muito mais que isso, é bem mais que belas imagens em comerciais de TV, e já está na hora de voltarmos as atenções para o interior. É nossa terra e nossa história.

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Confira mais fotos do passeio em nossa página no Facebook e no Instagram.

Rota alternativa dos Engenhos – Parte I

Junte um pouco de coragem, disposição, paciência, água, lanche, boas companhias e um carro com o tanque cheio e pneus calibrados. Isso é basicamente o que você precisa para desbravar a zona rural dos municípios de Vicência-PE e Nazaré da Mata em uma rota alternativa dos engenhos.

Decidimos fazer isso na nossa primeira viagem de 2017 e, em uma manhã, chegamos a cinco engenhos: Canavieiras, Poço Comprido, Iguape, Várzea Grande e Cuerinha. Uma viagem que nos trouxe algumas surpresas e também algumas decepções, mas que vale muito a pena se você quer um dia de aventura.

1º parada: Engenho Canavieiras

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Localizado nos primeiros cinco quilômetros da PE-74, a caminho de Vicência, no lado direito da pista, o Engenho Canavieiras é uma propriedade particular e, infelizmente, não é aberto ao público. Porém, se a proposta é descobrir os engenhos em uma rota alternativa, você vai precisar arriscar.  Peça autorização para entrar e, caso consiga, aproveite para fazer imagens da igrejinha (construída em 1872) e da fábrica.

Conhecemos o lugar porque pelo menos uma vez no ano vamos lá visitar o túmulo do meu bisavô. Quando encontramos a porteira fechada, pedimos autorização a algum morador e explicamos a visita.

2ª parada: Engenho Poço Comprido

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Você certamente já viu alguma imagem deste engenho em materiais que fale sobre turismo rural, história ou Zona da Mata. Não é para menos: construído no século XVIII, o Poço Comprido é o único engenho de Pernambuco tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e preserva a igreja, a casa grande e a fábrica do açúcar. O lugar foi restaurado há alguns anos e virou o Museu Poço Comprido, o problema é quando você tenta marcar uma visita.

Durante uma semana, tentamos ligar para todos os telefones que encontramos nos folders, livretos, revistas e sites que falam sobre o engenho, também mandamos e-mail, mas foram várias mensagens de número inexistente e nenhuma resposta. Fomos assim mesmo e encontramos o local fechado – em pleno mês de janeiro.

Um senhor da comunidade, muito simpático e solícito, fazia a limpeza da área externa e explicou que o lugar estava fechado porque janeiro é tempo de férias escolares, e como a maior parte dos visitantes chega através das escolas, o espaço não abre. Ele também não sabia um telefone atualizado para que a gente pudesse ligar e agendar uma nova visita.

Mesmo assim, do lado de fora, você pode tirar boas fotografias e apreciar as belezas e a tranquilidade do local. Para quem gosta de pegar a estrada de barro, descobrir novos caminhos e ter boas imagens como recompensa, vale muito a pena o passeio.

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Estar lá é um misto de felicidade – por ver que o engenho está conservado e em condições de receber os visitantes – e de frustração, por perceber que isso é tão difícil por falta de atenção e de políticas públicas voltadas para o turismo rural e pedagógico.

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No próximo post falaremos sobre os engenhos Iguape, Várzea Grande e Cueirinha.

Confira mais fotos do passeio em nossa página no Facebook e no Instagram.

 

Rota dos Engenhos: Água Doce, cachaças e licores

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Se você deseja conhecer um engenho e acompanhar de perto a produção de uma boa cachaça artesanal, vale a pena conhecer o Engenho Água Doce, em Vicência-PE. Já fomos lá algumas vezes para visitar e para comprar cachaças e licores, e voltamos lá em novembro com mais dois amigos, para o #PartiuInterior.

O engenho é bem organizado e você vai aprender, com muita clareza, cada etapa da produção da cachaça, desde a origem da cana até o armazenamento e engarrafamento dos produtos. Dessa vez, quem nos explicou tudo foi o proprietário, Mário Ramos Andrade.

A visita começa pela área de moagem da cana, que é produzida sem agrotóxico e sem adubo químico. Depois, o visitante é levado a conhecer o processo de fermentação e a destilação, feita em alambique de cobre. Aqui, um detalhe: o fogo utilizado nessa fase da produção é alimentado pelo próprio bagaço da cana.

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O passo seguinte é conhecer a área de armazenamento e envelhecimento (para entender a diferença, clique aqui) da cachaça. Essa fase é determinante para a cor e o sabor da bebida, então, vale a pena ficar atento às explicações e tirar todas as dúvidas.

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O Engenho Água Doce produz três variedades de cachaça: a Prata (armazenada em barris de freijó), a Ouro (envelhecida em barris de carvalho) e a Premium (envelhecida em barril de carvalho por oito anos), que hoje é vendida exclusivamente no engenho. Também são fabricados licores de vários sabores, como cajá, banana, limão, mel de engenho, jenipapo, cachaça, entre outros.

Você pode experimentar todas as variedades de cachaça e licores no bar/loja, última etapa da visitação. Lá também é possível comprar produtos como mel de engenho, rapadura, açúcar mascavo, kits especiais para presentes e barris de 1,5l a 5l, para você envelhecer sua bebida em casa.

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Foi em uma visita ao Engenho Água Doce, há cerca de dois anos, que aprendi as primeiras coisas sobre produção artesanal de cachaça e lá comprei minha primeira garrafa, uma Ouro (670ml). É um ótimo destino para quem quer começar a viajar no mundo das cachaças artesanais.

FÁCIL DE CHEGAR
Quem vai do Recife, basta seguir pela BR-408, passa por Carpina, Tracunhaém, Nazaré da Mata, Buenos Aires e pegar a PE-74. No quilômetro dez, pouco depois da área urbanizada do município, você verá o Engenho à esquerda. Não tem erro.

CONTATOS
O site é o www.engenhoaguadoce.com.br e o telefone é o (81) 3641.1257.  O Engenho Água Doce não tem página no Facebook, mas tem no Instagram: www.instagram.com/engenhoaguadoce

Cachaça e turismo rural no Engenho Sanhaçu

Sabe quando você conhece um lugar muito legal e sai de lá recomendando a todo mundo e planejando voltar com mais pessoas para conhecê-lo também? Foi exatamente isso que aconteceu conosco quando visitamos o Engenho Sanhaçu, em Chã Grande (Agreste de Pernambuco), a 85 km do Recife. Fomos lá pela primeira vez em abril, voltamos no início deste mês com outras pessoas, e aproveitamos para dar o pontapé inicial do nosso projeto.

Apreciador de cachaça e curioso no assunto, tinha interesse em conhecer o engenho desde que experimentei a variedade armazenada em barris de Umburana em um estande de produtos orgânicos montado no Recife Antigo durante a Copa 2014, e soube que o lugar era aberto à visitação. Pode ser que você se pergunte “e qual a graça em conhecer uma produção de cachaça?” e eu respondo: todas. Vou explicar o porquê.

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COMO CHEGAR
É muito fácil chegar à Sanhaçu. Saindo do Recife, basta seguir pela BR-232, cruzar o túnel Cascavel e pegar o primeiro retorno, imediatamente após o posto da Polícia Rodoviária. Depois é só entrar na primeira via à direita, em frente ao hotel Highlander, percorrer uns 8 quilômetros até um posto de combustível e seguir a sinalização. (Clique aqui para ver o mapa).

O asfalto é bem conservado, sem buracos, mas as/os motoristas menos experientes precisam ficar atentas/os às curvas e subidas. Depois do estádio de futebol começa a estrada de barro, e também é bem tranquila. Nas duas vezes que fomos, estava chovendo bastante, mas o carro passou sem dificuldades.


O TOUR RURAL

Os visitantes são recebidos em uma casa muito simpática, com uma decoração bem pernambucana, e que apresenta todos os produtos Sanhaçu, expostos à venda. A visita guiada custa R$ 10 por pessoa e começa ali em frente, abaixo das árvores. O visitante conhece a horta orgânica e, em seguida, todo o processo de produção da cachaça, desde a moagem até a destilação e armazenamento, passando pela fermentação, que guarda um detalhe muito especial: acontece ao som de música clássica.

Outro detalhe é que o engenho é o primeiro do Brasil movido à energia solar.

Na sala de armazenamento – lotada de barris de carvalho, freijó e umburana – é possível conhecer também os prêmios já conquistados pelas bebidas. A Umburana foi eleita a 4ª melhor cachaça do Brasil e a Freijó a 45ª, no Ranking 2016 da Cúpula da Cachaça.

Descendo a escadaria de pneus reutilizados, chega-se a uma área de mata reflorestada pela família para proteger uma nascente. Sob as árvores, a temperatura é cerca de 4° C mais amena e outro detalhe é que com a cobertura vegetal outro olho d’água surgiu. Impressiona também comparar a paisagem atual com a sequência de fotos da mesma área, ainda degradada, em 1997, expostas ali.

A LOJA
O tour termina na loja, onde é possível degustar cachaças, licores, doces, geleias, gelatina de cachaça, mel de engenho, além de comprar souvenirs como taças, copinhos (xotes), canecas, camisas e muito mais. As variedades de cachaças são separadas por barris e por volumes, com garrafas que vão de 100 a 750ml, com preços que variam entre R$ 15 e R$ 115. Considerando meu gosto pela bebida, eu, particularmente, acho impossível sair de lá com as mãos vazias.

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DETALHES
# O sítio tem apenas 2,5 hectares, é a prova de que é possível sim criar um grande negócio respeitando a natureza e com o mínimo de impacto ambiental.

# As frutas colhidas no sítio são usadas para fazer licores e também são vendidas na lojinha.

# É possível também fazer um tour pedagógico. O lugar recebe grupos de até 120 pessoas.

# Em breve será lançada a Sanhaçu Diamante, cachaça pura.

Um detalhe importantíssimo: quando você for lá, pode me chamar, que certamente eu vou de novo.

Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 9h às 15h. Fecha na Sexta-feira Santa, no Dia das Mães e no Ano Novo.
Facebook: @sanhacu