Ilha do Marajó: as praias, as fazendas e o Rio Paracauari (parte II)

Na Ilha do Marajó, as horas parecem passar mais devagar e os dias são mais longos. Sobra tempo para aproveitar as belezas naturais da ilha, como os furos do rio Paracaurari, as praias e as famosas fazendas de criação de búfalos.

DSC_0481editLugar de clima quente e úmido (muito úmido) a Ilha do Marajó faz um calor que chega a ser estranho até para os recifenses, acostumados com “o abafado”. Então, não esqueça de se hidratar durante os passeios e curta bastante, porque é um lugar simples e único.

 

 

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PRAIAS

Tiramos uma manhã e parte da tarde para aproveitar a praia da Barra Velha, que fica a cerca de 5 km do centro da cidade. Os mais dispostos podem fazer o percurso de bicicleta, os demais podem ir de táxi (R$ 70, ida e volta) ou moto-táxi (R$ 20, ida e volta), basta pedir o transporte ao pessoal da pousada e, no carro ou moto, já deixar agendado o horário da volta. Optamos por ir de moto-táxi, que depois nos levou para conhecer uma das principais cerâmicas de Soure por R$ 5 a mais.

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A praia de rio tem uma cor amarronzada, bem diferente do que estamos acostumados no Nordeste, mas é bem limpa e o banho é muito bom. Na maré baixa, é preciso ficar atento às arraias, na maré alta, muito cuidado com as correntes. Quem nos passou todas as dicas e os cuidados para aproveitar a praia foi seu Jorge, dono da barraca Salve Jorge. Vale a pena ficar por lá provando os petiscos e depois almoçar um peixe frito.

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Ah, um detalhe importante: fomos alertados na pousada de que é preciso ficar atento na chegada à praia, na área do mangue, pois há relatos de assaltos a turistas em dias e horários de pouco movimento.

A Praia do Pesqueiro tem mais opções de bares e é mais movimentada, mas infelizmente não tivemos tempo de conhecê-la.

FAZENDAS

Um dos atrativos mais conhecidos e mais vendidos da ilha, que inclusive nos influenciou bastante a procurar esse destino, são os passeios pelas fazendas. Não sei se devido à época do ano ou se esperávamos demais, mas o passeio que fizemos foi um pouco decepcionante.

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Nas duas principais fazendas você pode montar no búfalo, fazer caminhadas pelas propriedades e conhecer a fauna e a flora da ilha. No que fizemos, o “passeio” no búfalo é bastante rápido e curto, e a caminhada, de tão longa, ficou repetitiva e extremamente cansativa. Foram 4 km sob o sol e com poucas passagens pela vegetação nativa, tempo e distância suficientes para pensarmos, por exemplo, na domesticação dos búfalos e no uso dos animais para montaria. Vale a pena?

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Em época de chuva, parte da fazenda fica alagada e um trecho do roteiro é feito em canoas, o que deve ser muito legal. Outros pontos positivos são os lanches de comidas típicas, que são deliciosas, e as belas paisagens que você pode fotografar, com guarás, colhereiras e garças, além de – claro – os búfalos.

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PASSEIO DE BARCO PELO RIO PARACAUARI

Soubemos deste passeio através do pessoal da Pousada Canto do Francês, onde ficamos hospedados. Para quem quer conhecer melhor a relação dos marajoaras com o rio Paracauari, essa é uma ótima opção. O passeio custa R$ 90 por pessoa, mas se você conseguir juntar um grupo maior com pessoas legais (foi o nosso caso) , rola um bom desconto.

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Durante o passeio você vai ver um pouco do dia-a-dia às margens do rio: o transporte entre Soure e Salvaterra, os guris brincando, tomando banho ou treinando os cavalos na água para a grande Corrida de Marajó (que percorre boa parte das fazendas), o transporte de mercadorias e a pesca.

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A primeira parada é no cortume, onde são vendidas sandálias, bolsas, carteiras e outros produtos de couro de búfalo. Depois o barco segue para os furos e, na volta, começa a parte da aventura: mergulhar no rio com colete e boia e ser puxado pelo barco através de uma corda! Dica: segure bem na boia, sobretudo na hora de voltar para o barco.

É uma boa opção para quem quer compreender melhor o povo e o lugar. Rende boas fotos e boas histórias.

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CONFIRA AQUI : Cinco dias inesquecíveis na Ilha do Marajó (Parte I)

Cinco dias inesquecíveis na Ilha de Marajó – PA (parte I)

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A dança, a música e o artesanato da Ilha de Marajó. As artes e os sabores da Ilha de Marajó. Uma viagem pela cultura marajoara. Ilha de Marajó: é como voltar no tempo. Difícil de chegar, difícil de esquecer. Qualquer um desses títulos representaria bem o que foram os cinco dias em Soure, na Ilha do Marajó. Mas, neste primeiro texto de uma série de três, decidimos resumir um pouco de tudo em um só adjetivo: inesquecível.

Visitar a Ilha de Marajó é visitar um Brasil distante, que ficou guardado no tempo e, por isso mesmo, especial. Esqueça a ideia de ilha paradisíaca, com praias de águas mornas e cristalinas, dias de agitação e noites badaladas. Lá o que encanta e atrai são a simplicidade e a certeza de que você está em um lugar único. O lugar do carimbó, do lundu, dos búfalos que pastam pelas ruas de terra, da carne de búfalo e do queijo de marajó.

COMO CHEGAR

Você chega em Soure de navio ou de lancha rápida. O transporte de passageiros é feito diariamente, com embarque no terminal do galpão 9 da Estação das Docas, em Belém. As passagens custam entre R$ 35 (para o terminal de Salvaterra) e R$ 48 (direto para Soure). A lancha rápida sai a partir das 7h e a viagem dura cerca de 1h30, já de navio, a viagem é bem mais longa: 3h30.

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O percurso pela Baía do Marajó é de aproximadamente 80 km de muitas, muitas ondas. Assim, quem tiver problema com enjoo, não esqueça de tomar alguma medicação 30 minutos antes da viagem e evite se alimentar neste período. Entre os meses de setembro e novembro, os ventos são fortes e “a maré joga demais”, como dizem os moradores, que recomendam viajar pela manhã – quando os ventos estão menos fortes.

Ah, se for no domingo, você vai descer em Salvaterra e de lá pegar uma van/micro-ônibus para Soure. Foi o nosso caso. Viajamos com o Edgar, que foi super-atencioso e acertou tudo com a gente na noite do dia anterior à viagem (Edgar Turismo & Transporte: 91-99378-7711). As empresas que fazem o transporte fluvial são a Banav (www.banav.com.br) e a Arapari (91-3241-4977).

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COMO SE DESLOCAR NA CIDADE

Creio que nos cinco dias que estivemos lá, não vimos mais que 20 carros. O transporte é de táxi, sem taxímetro, custa entre R$ 20 (o mínimo, dentro da cidade) a R$ 90 (ida e volta, para a Praia do Pesqueiro, por exemplo), ou de moto-táxi. Outra opção muito boa é alugar uma bicicleta, que sai por R$ 2 a hora, em média, e dá para negociar a diária. Também dá para fazer muitos trechos caminhando, pois é muito fácil se localizar em Soure – as ruas e travessas são todas numeradas – e mesmo à noite, em que muitas ruas estão bem escuras, o risco de você ser assaltado é bem pequeno.

Sempre peça indicação de taxistas e moto-taxistas ao pessoal da pousada, e confirme se é realmente seguro ir caminhando ou de bicicleta para determinados locais.

ONDE COMER
Perto da pousada onde ficamos hospedados, a melhor opção para refeição é o Solar do Bola. O restaurante serve pratos típicos e pizzas de sabores tradicionais ou nem tanto, como camarão com jambu, por exemplo. O lugar é simples, o preço é justo.

Também vale a pena conhecer o Café de Soure, conhecido por lá também como “o crepe do francês”. Lá você encontra pratos bem legais com ingredientes locais a um preço muito bom. O lugar é aconhegante e, do lado de fora, dá para você observar um pouco da rotina da pequena cidade.

Para aliviar o calor: sorvete Ice Búfalo, que leva leite de búfala, doce de leite de búfala e queijo de marajó. Descobrimos este sorvete por acaso, quando paramos na Ilha Bela Pousada e Restaurante para tomar uma água e descansar do passeio de bicicleta, e, olhe: é muito bom!

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NOS PRÓXIMOS TEXTOS
As praias, as fazendas e o rio Paracuari (Parte II)
Artesanato, dança e música na Ilha do Marajó (Parte III)

Engenho Lagoa Verde: cachaça e turismo rural em Alagoa Grande-PB

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Quem chega à simpática Alagoa Grande, na encosta da Serra da Borborema, também não pode deixar de visitar o Engenho Lagoa Verde, produtor da premiada Volúpia. Além de conhecer detalhadamente como é feita uma das principais cachaças da Paraíba, o local oferece opção de ecoturismo e a ótima cozinha regional, do restaurante Banguê.

O mês de outubro é a melhor época para visitar o Lagoa Verde, pois é quando o engenho retoma a moagem da cana. Um detalhe bem legal desta etapa do processo é que a moenda de lá ainda funciona com máquina a vapor.

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Você também vai poder ver a sala de fermentação, que contém cerca de 20 tonéis, a sala de envasamento e de rotulagem do produto e, em seguida, visitar a área onde estão os três alambiques de cobre. Tudo bastante limpo e organizado a fim de garantir a qualidade das cerca de 600 garrafas (670ml) produzidas diariamente.

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É impossível não se impressionar com a adega, onde ficam os diversos barris de freijó e carvalho, e com o depósito onde estão dornas de até 10.000 litros. Detalhe: não fazem parte da visita outras dornas gigantescas de 35.000 e 140.000 litros.

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Há, ainda, uma sala de degustação em que estão à disposição provas de cachaças e dos coquetéis de frutas, e uma lojinha, onde se compra garrafas de vários tamanhos (de vidro ou de porcelana), lembrancinhas, livros e doces produzidos na região. O visitante também encontra expostas algumas garrafas com o antigo rótulo da marca e prêmios ganhos pela Volúpia.

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ECOTURISMO
Para o passeio ficar completo, a pedida é agendar uma trilha (trekking) pelo engenho. São quatro opções, com níveis de dificuldades e percursos distintos. O agendamento pode ser feito por telefone (83-999820407).

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Todos os sábados, durante o almoço, tem forró pé-de-serra ao vivo, no restaurante.

COMO CHEGAR?
Após o centro de Alagoa Grande, siga em direção à saída que leva à Areia. Imediatamente antes da ponte na encosta da serra, vire à esquerda. Você passará por uma pequena vila e, em seguida, precisará percorrer cerca de 2,5km em uma estrada de barro. O Engenho Vale Verde estará à sua esquerda.

SITE: cachacavolupia.com.br
FACEBOOK: www.facebook.com/cachacavolupia

 

Cortejo Cultural em Nazaré da Mata

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É sempre bom voltar a Nazaré da Mata, voltar ao bom humor de sua gente, às lembranças da infância e aos costumes que não se perderam. No último domingo, dia 27, foi diferente, ainda melhor: a cidade estava com uma energia boa – algo que não sei explicar –  mas que sem dúvida teve como epicentro o Engenho Cumbe, sede do Maracatu Rural Cambinda Brasileira, e de onde partiu o Cortejo Cultural.

Percebi a diferença logo que cheguei ao Sertãozinho, bairro por onde andei e pedalei toda minha infância. Cadeiras nas calçadas, comida, bebida e música na frente de casa, As pessoas estavam nas ruas, sorridentes, esperando os maracatus passarem. Há quantos anos não via Nazaré assim? No caminho para o Cumbe – lugar que eu só conhecia o nome e a importância histórica e cultural – uma ou outra placa indicava que eu e meu amigo Rafael estávamos indo pelo caminho certo.

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– Bom dia, amigo, engenho Cumbe?
– Pode seguir esses carros aí, direto, o povo tá tudo indo pra lá – responderam os senhores de chapéu, sorrindo e empurrando as bicicletas barra forte na ladeira de terra.

O CD de Wesley Safadão logo foi substituído pelo disco do Maracatu Leão Misterioso e o povo começou a se animar, dar os primeiros passos no chão de terra batida. Uma Catita andava por todos os lados pedindo um trocado, dançava e se jogava no chão, empunhando uma boneca surrada e o gereré. Vez por outra uma criança corria dela, primeiro por susto, depois por brincadeira. Tradição. Todo nazareno que se preze já levou uma carreira de Catita.

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Demorou, mas perto do meio-dia, o povo já quente do sol e da bebida – começou o coco de roda. Poetas locais também declamaram embalados pelo ganzá, caixa e zabumba. Também teve mamulengo para fazer o povo rir enquanto os caboclos se organizavam em uma casa mais distante para dar início ao cortejo.

Vimos o maracatu rural cercado pela cana e pelo seu povo, que estava lá por ele, e não para passar o tempo enquanto não começam as atrações “principais”, como em alguns desfiles de Carnaval. Não havia gola, chocalhos, perucas, nem lanças. O que a gente via era a dança crua dos caboclos, com todos os seus movimentos claros. O que a gente ouvia eram os passos chiados fazendo a mistura entre os seres e a terras, a poeira.

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A fome, o calor e os horários nos impediram de continuar para ver o cortejo e a festa no Parque dos Lanceiros. Alguns detalhes com os horários e com a programação talvez precisem de um pouco mais de atenção nas próximas edições, que com certeza estaremos presentes. Vida longa ao Cortejo Cultural, que – antecipo – estará todos os anos no nosso calendário.

É sempre bom voltar a Nazaré da Mata.

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Visita ao Engenho Triunfo

Produtor de uma das cachaças paraibanas mais conhecidas e dona de um rótulo singular que homenageia a cidade de Areia, o Engenho Triunfo é um bom destino para quem aprecia a bebida. Fica pertinho da cidade, é bem fácil de chegar e, além de conhecer todo o processo de produção da caninha, o visitante ainda compra cachaças exclusivas, que só se encontra por lá.

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A Cachaça Triunfo foi criada em 1994 pelo casal Antônio Augusto e Maria Júlia. Foram várias tentativas e muito trabalho, até que a família chegou na receita ideal da bebida, que caiu no gosto do povo – a um preço bastante acessível. Hoje a Triunfo produz 250 mil garrafinhas (250 ml) por mês e gera cerca de 70 empregos diretos e 1000 indiretos, movimentando o turismo e a economia da região (saiba mais aqui).

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O engenho fica localizado na zona rural de Areia, próximo à Casa do Doce. Para chegar lá, basta seguir pela PB-079 e entrar à esquerda após o campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A visita custa R$ 5 por pessoa, mas hóspedes do Hotel Fazenda Triunfo (foi o nosso caso) não pagam a entrada – lembre-se de pedir os tickets para a visita na recepção do hotel.

A visita é guiada e dura cerca de uma hora. Dependendo da época do ano você poderá ver todo o processo de produção, desde a moagem até o envazamento. Mas, caso você vá no período da entressafra, não se preocupe: você vai receber todas as explicações sobre os processos de produção da bebida. Vale lembrar que a partir do mês de setembro começa a colheita da cana, então, é uma boa época para visitar os engenhos do Brejo Paraibano.

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Além da cachaça pura (a branquinha), a Triunfo hoje produz outras quatro variedades: as armazenadas (por seis meses) em barris de umburana, carvalho e jequitibá rosa, e ainda a bidestilada, uma edição limitada, vendida em uma garrafa de porcelana preta e dourada.

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A Triunfo branquinha e a armazenada em barril de umburana podem ser encontradas no mercado, mas as armazenadas em Carvalho, em Jequitibá Rosa e a Bidestilada, você só encontra na lojinha do engenho. Lá são vendidas garrafas de vários estilos, tamanhos e cores, além de canecas, xotes e outras lembrancinhas. Lembre-se de levar dinheiro em espécie, pois o sinal da internet não é muito bom e a maquininha pode não funcionar.

 

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CACHAÇA TRIUNFO
Site: cachacatriunfo.com.br
No Facebook: https://www.facebook.com/cachacatriunfooficial/

Margarida Maria Alves: uma luta que não morre

Na noite do dia 12 de agosto de 1983, um tiro de espingarda calibre 12, disparado por um homem, tirou a vida da agricultora e líder sindical que pelos direitos dos trabalhadores rurais costumava dizer: “É melhor morrer na luta do que morrer de fome”. Margarida Maria Alves foi executada dentro da própria casa, em Alagoa Grande, Paraíba, na frente do filho e do marido.  O crime, a mando de usineiros, não calou a voz de Margarida. Sua história resiste, há exatos 34 anos, e sua luta não morre.

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Margarida Maria Alves lutava por direitos como jornada de trabalho de 8 horas, carteira assinada, 13º salário e férias. Durante seu mandato como presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade, mais de 600 ações e denúncias foram movidas pela organização (saiba mais aqui). Foi por essa luta que ela morreu, e é por ela que o Museu Casa de Margarida Maria Alves precisa ser visitado, divulgado e preservado pelo nosso povo.

 

Pouca coisa mudou na casa de nº 624, na rua Olinda, desde a noite do crime. A história que tentaram apagar reside nas paredes, seja em uma marca do rito, seja em frases da sindicalista, recortes de jornais da época e ao longo da história, além de homenagens, títulos e reconhecimentos póstumos de órgãos internacionais e instituições que lutam pelos Direitos Humanos. As discussões e as ideias que tentaram silenciar também resiste através do Centro de Estudos Maria da Penha do Nascimento Silva.

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Fundado em 2001, o museu também possui em seu acervo objetos pessoais, roupas e ferramentas de trabalho que pertenceram à Margarida. As fichas para controle dos cambiteiros e cortadores de cana são o retrato do quanto é difícil ter condições dignas de trabalho quando só o patrão tem voz.

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Boa parte das histórias são contadas por Alice Marques, que trabalha no museu há 12 anos. A entrada no museu é gratuita, e o espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Estar no cenário do crime e conhecer os detalhes daquele 12 de agosto causam angústia, revolta e um aperto no peito difícil explicar. É um lugar triste.

Estar na casa onde Margarida viveu e conhecer os detalhes da sua história trazem orgulho, esperança e convicção de que a luta dos trabalhadores precisa continuar. É um lugar de resistência.

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O dia 12 de agosto é lembrado como o Dia Nacional de Luta contra a Violência no Campo e Pela Reforma Agrária.

 

 

Alagoa Grande: onde Jackson do Pandeiro começou seu reinado

Há pouco mais de dez anos, depois de acompanhar muitas músicas batendo em cadernos e livros, finalmente comprei um pandeiro (o Dalua) e decidi aprender a tocar. Eu já conhecia as músicas de Jackson do Pandeiro, mas só naquela época comecei a  ouvir, de verdade, o pandeiro do Jackson. Sebastiana, Forró em Limoeiro, Forró de Surubim, O Canto da Ema, Chiclete com Banana, Cantiga do Sapo, lembro que foi como uma explosão dentro da minha mente, de ritmos, do que era possível fazer dentro de um simples compasso.  Então, é claro: o Memorial de Jackson no Pandeiro, em Alagoa Grande, era parada obrigatória em nossa viagem pelo Brejo Paraibano. E nós fomos lá!alagoa de jackson 7

O pórtico da cidade – um pandeiro gigante – já dá as boas vindas aos turistas e visitantes com uma referência ao seu filho mais conhecido. Boa parte das casas do centro da cidade preserva a arquitetura original e rende ótimas fotografias, vale a pena contemplá-las em um passeio no final da tarde. A de número 687 da rua Apolônio Zenaide, bem na praça principal, é muito especial: é lá que funciona o Memorial de Jackson do Pandeiro.

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Inaugurado em 2008, o memorial reúne preciosidades do artista, como, por exemplo, seu primeiro contrato de trabalho – com a Rádio Jornal do Commercio, do Recife, datado de 1953. Nas paredes, capas de alguns de seus 160 LPs, cartazes de shows, notícias de jornais e revistas, e até uma cópia ampliada da carteira de identidade de José Gomes Filho, o Jackson do Pandeiro, nascido em 1919.

As principais salas do memorial trazem mais detalhes da vida pessoal do Rei do Ritmo. Os instrumentos confeccionados e usados por ele, roupas, chapéus e – o mais legal –  letras de músicas e cadernos com repertórios escritos a próprio punho por Jackson.

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Vale a pena conferir atentamente cada uma as fotos. Elas contam um pouco dos casamentos com Almira Castilho (que durou 12 anos) e com Neuza Flores, das participações em filmes, das parcerias musicais, da família, da carreira no Rio de Janeiro e depois do Brasil.

Para ajudar na manutenção do Memorial Jackson do Pandeiro, são vendidos cds e dvds com cópias de músicas e de apresentações do artista. Compramos o cd e vale MUITO a pena, foi nossa trilha de viagem a partir dali.alagoa de jackson 3

Para quem gosta de música popular, para quem quer conhecer ou para quem já é fã da obra de Jackson do Pandeiro, ou simplesmente para aqueles(as) que desejam viajar pelo universo do interior do Nordeste através de suas canções, o Memorial é parada obrigatória.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Segunda a Sexta, das 7h30 às 17h. Sábado e domingo, das 9h às 17h.

NO FACEBOOKhttps://www.facebook.com/memorialjacksondopandeiro/


Você já viu: 

Boa Comida em Areia

Uma viagem pelo Brejo Paraibano

Pronta para receber os turistas e cheia de histórias, Areia surpreende

Nos próximos posts você vai conhecer:

  • Casa de Margarida Maria Alves
  • Dois destinos para os apreciadores de cachaça

Boa comida em Areia-PB

Comer bem é uma das coisas que tornam uma viagem inesquecível. Seja qual for o destino, visitar bons restaurantes é sempre prioridade, afinal, conhecer bem o lugar significa experimentar seus sabores, seus pratos e costumes sobre a mesa. Em Areia, Paraíba, sobram ótimas opções para as refeições e sobremesas.

Comida saborosa, bom atendimento e preço justo. Os estabelecimentos que visitamos na cidade reúnem tudo isso, então vale a pena compartilhar com vocês um pouco sobre cada um deles!

RESTAURANTE RURAL VÓ MARIA
Você chega, senta na mesa rústica e percebe uma quartinha com água fresca cercada por copos de alumínio para lhe receber. A comida é regional, caseira, sem conservantes ou aditivos químicos. O prato é você quem faz, sem balança. O preço por pessoa? Apenas R$ 15.

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Esse é o restaurante Vó Maria, um dos melhores que já visitamos pelo Partiu Interior e que será parada obrigatória em nossas viagens pelo Brejo Paraibano. Ele fica na PB-79, no caminho para a cidade de Remígio, em frente à Mata do Pau Ferro – local bastante procurado para trilhas e turismo pedagógico.

Cercado por jardim, parque, redário e horta (onde é produzida parte dos ingredientes usados na cozinha), o Vó Maria também tem uma lojinha onde se vende um pouco do que é produzido na cidade e na região, além da produção própria de polpas de frutas, também sem conservantes.

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No buffet, comida caseira, quentinha e sem preocupação com a balança. Outro detalhe é que o Vó Maria não trabalha com refrigerante, apenas com sucos – feitos na hora ou da polpa. Tudo é tão saboroso que acho praticamente impossível os clientes deixarem algo no prato e pagarem a taxa de desperdício.

Achou legal? Tem mais: durante os finais de semana, o restaurante ainda aluga bicicletas e cavalos para trilhas e, no final da tarde, oferece chá, no jardim, onde os clientes acompanham o pôr-do-sol.

CASA DO DOCE
A Casa do Doce existe há cinco anos e é um daqueles lugares que você não pode deixar de ir. Lá são servidas sobremesas, café, chá e, claro, o visitante encontra uma variedade enorme de doces e geleias, tudo caseiro e sem aditivos químicos.

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A decoração da loja lembra mesmo uma casinha do interior, mas é preciso destacar também o ótimo atendimento. O pessoal explica direitinho como os doces são feitos, os ingredientes, e você pode provar de tudo um pouco, então, a chance de você sair de lá com muitas compras é bem alta. Vale a pena!

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Nós trouxemos o doce de batata doce, o Macacada (Banana, Coco, Rapadura e Canela) – um dos mais vendidos – e o Fogo Junino, que leva mamão, coco, rapadura, canela, pimenta e cachaça. Por falar nela, lá há várias versões de doces tradicionais com a caninha: Cajá com Triunfo, Goiaba com Triunfo, Me Leva na Mala (Abacaxi com Cachaça). Outro que é uma delícia é o Mais Brasil (banana e abacaxi, cozidos no suco da laranja).

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Demais, né? O horário de maior movimento na Casa do Doce é no início da tarde, pois o pessoal costuma almoçar pela cidade e dar uma passadinha lá para a sobremesa.

BAMBU BRASIL
Topo de serra, noite chuvosa, vento frio e neblina, tudo converge para um jantar a dois em um lugar sofisticado e aconchegante. Uma ótima pedida em Areia é o restaurante Bambu Brasil, que fica na pousada Villa Real.

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O cardápio traz boas opções de entrada, carnes, saladas, peixes, e ótimas sobremesas, como a Segredo das Freias (sorvete, biscoito das freiras e calda de chocolate). Também há uma boa variedade de drinks, vinhos e cachaça. O ambiente a meia luz e a vela acesa sobre a mesa dão um toque especial ao lugar. Funciona de segunda a quinta, das 11h às 15h e das 18h às 21h, às sextas e sábados, das 11h às 15h e das 18h às 0h, e aos domingos, das 11h às 15h.

RESTAURANTE E CACHAÇARIA
Uma boa pedida para quem gosta de comida regional e de cachaça é O Barretão – Restaurante & Cachaçaria. O lugar funciona apenas no horário do almoço e conta com uma adega de degustação, onde é possível encontrar cachaças de todo Brasil, com destaque para as paraibanas e as mineiras.

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Outro atrativo muito interessante do Barretão é a oficina de produção de cachaça. Basta juntar o grupo e agendar a atividade por telefone. Infelizmente não ficamos tempo suficiente para provar a comida e degustar as cachaças, mas visitamos o lugar e saímos com a certeza de que estará no roteiro da próxima visita.

O Barretão fica em frente à Praça Ministro José Américo de Almeida, 466. O telefone é o (83) 99931-1735.

LACHE RÁPIDO
Padaria Moinhos do Trigo, na Praça Pedro Américo. Só de lembrar dá saudade. Chegamos no final da tarde, bem na hora que saem os pães quentinhos. O atendimento é ótimo e os preços são muito bons.

 

Você já viu:
Uma viagem pelo Brejo Paraibano

Pronta para receber os turistas e cheia de histórias, Areia surpreende

Nos próximos posts você vai conhecer:

  • Turismo Histórico e Cultural em Alagoa Grande
  • Dois destinos que não podem faltar no roteiro dos apreciadores de Cachaça

Pronta para receber o turista e cheia de histórias, Areia surpreende

Imagina você sair de casa planejando conhecer engenhos de açúcar e cachaça, uma loja de doces, alguns museus importantes e, de quebra, ainda fotografar belas casas preservadas. Agora imagina você chegar ao destino e logo se surpreender com uma cidade preparada para o turismo e cheia de história! Foi assim com Areia, no Brejo Paraibano.

menino na bicicleta

Localizada no topo da Serra da Borborma, a 618 metros de altitude, Areia possui cerca de 420 imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2006, e é cercado por belas vistas da serra. Além disso, reúne curiosisdades que tornam a cidade ainda mais interessante. Lá surgiram a primeira banda filarmônica da Paraíba, o primeiro curso de Agronomia do Nordeste, o primeiro jornal e o primeiro teatro do estado, e lá a escravatura foi abolida antes da Lei Áurea. Areia também é a terra onde nasceu o pintor Pedro Américo – autor de um dos quadros mais famosos do nosso país – e do escritor José Américo, percursor do Regionalismo na literatura brasileira. E tem muito mais!

No centro, a simpática rua Getúlio Vargas, com suas coloridas casas tombadas, por si só, já é um atrativo que rende belas imagens. Mais do que isso, tem uma energia boa que mistura nostalgia,  tranquilidade e alegria. A praça cheia de conversas no final da tarde, o comércio pulsando em imóveis preservados e o povo nas calçadas, interagindo ou vendo o tempo passar. Em tempos de correria, trânsito intenso e encontros rápidos apenas em mídias sociais, Areia mostra para nós que é possível sim viver a cidade.

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BUDEGA DO VAVÁ
Um bom lugar onde você pode observar e vivenciar tudo isso é a Budega do Vavá, que funciona lá no centro há 37 anos. De um lado, prateleiras com cachaça, rapadura, açúcar, mel de engenho, manteiga, queijos, fuba e outros produtos da região; do outro, instrumentos musicais e outros objetos que contam um pouco da história da família e da cidade, além de sourvenis. A bodega é estreita, mas sobra espaço mesmo é para uma boa conversa.

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João Chianca, filho do seu Vavá, contou que o pai gostava de conversar e contar as histórias da cidade, antes mesmo de falarem em Turismo Rural por lá. Com a morte do Vavá, há cerca de dois anos, João tocou o negócio e incrementou com uma visão mais voltada para os turistas. Ele nos passou várias dicas e falou um pouco da história e do dia a dia de Areia. Passamos um bom tempo por lá conversando. Vale a pena visitar.

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SOLAR JOSÉ RUFINO
Em frente à Budega está a interessante Casa das 11 portas (hoje dividida entre alguns estabelecimentos comerciais) e o Solar (ou Casarão) José Rufino, na Praça Pedro Américo. O prédio foi erguido pelo português Jorge Torres em 1818 e possui uma das duas únicas senzalas urbanas do Brasil ainda preservadas. São doze salas minúsculas que cercam um pátio, onde eram comercializados os escravos, e contam parte desse capítulo triste da nossa história.

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A entrada é gratuita e a visita é guiada. Na sala principal, alguns quadros de artistas locais estão expostos e à venda, nos demais cômodos, alguns objetos e móveis que fazem referência à época. Por trás do pátio, a vista que se tem da serra também vale a pena conferir. O casarão, onde também funciona a secretaria municipal de Turismo, é bem conservado e hoje pertence à Justiça, mas é mantido pela prefeitura.

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CASA PEDRO AMÉRICO
A obra Independência ou Morte talvez seja a pintura mais conhecida entre os brasileiros, está em praticamente todos os livros de História, ilustrando o momento em que Dom Pedro I, montado num cavalo e empunhando uma espada, rompe com a Coroa Portuguesa. O que pouca gente sabe é que o autor dessa obra é paraibano, e, mais: natural de Areia.

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A casa onde Pedro Américo viveu parte da infância hoje é um pequeno museu. Lá estão expostos objetos pessoais do artista, réplicas de estudos e de algumas obras, como parte da “Batalha do Avaí”. casa pedro americo 3

O único quadro original no museu é o Cristo Morto (1901). A visita não é guiada, o que é lamentável, tamanha importância do pintor para a cidade e para a história do Brasil. A entrada é gratuita e o local também e mantido pela prefeitura municipal.

MUSEU REGIONAL DE AREIA
Ali bem ao lado da igreja da Matriz e praticamente em frente à Casa Pedro Américo está o Museu Regional de Areia, o último local que visitamos na cidade, no último dia de viagem. Uma pena, na verdade, pois o lugar deve ser um dos primeiros locais a ser visitado. Vamos explicar o porquê.

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O museu é muito rico e cheio de histórias. Lá você vai conhecer como se deu a ocupação da serra, os ciclos econômicos pelos quais a cidade já atravessou – Algodão, Café, Sisal e Açúcar – , seus principais personagens, as festas populares e muitas curiosidades do lugar. Tudo é muito organizado e explicado detalhadamente pelos guias. O que nos atendeu foi extremamente didático e atencioso, nada de decoreba. É um daqueles passeios para você perguntar, conversar e, de fato, compreender a cidade.

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Então, vale a pena planejar para que o Museu seja um dos primeiros pontos a ser visitado. O horário de funcionamento é de Quarta a Sábado, das 9h às 12h e das 13h30 às 16h30, e aos Domingos, das 9h às 12h. A taxa de visitação é de apenas R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada).

O TEATRO MINERVA
Infelizmente, o Teatro Minerva, primeiro teatro do estado da Paraíba, está fechado para reforma. Ainda tentamos, por algumas vezes, fotografar a fachada, porém todas as vezes que passamos por lá havia caminhões estacionados, aparentemente em operação de carga/descarga, em frente ao prédio. Um lugar tão importante merecia um pouco mais de atenção do poder público municipal.

ATUALIZADO (26/05) – Resposta da Prefeitura
Sobre o Teatro Minerva, a Prefeitura Municipal de Areia esclareceu que Teatro Minerva acabou de receber a concessão de administração do espaço, que antes era administrado pela UFPB. De acordo com a prefeitura, o teto do palco está comprometido e, por isso, encontra-se fechado. A Prefeitura está iniciando um processo para revitalização do espaço.

O pessoal também nos enviou fotos internas e externas do Teatro Minerva. Nós agradecemos demais pela atenção e pelo contato!

18716392_1921059231511678_2078706749_n(Imagem: Codecom/PMA)

18698747_1921059124845022_1543793762_o.jpg(Imagem: Codecom/PMA)


Você já viu:

Uma viagem pelo Brejo Paraibano

Nos próximos posts você vai conhecer:

  • Turismo Histórico e Cultural em Alagoa Grande
  • Comida boa, hospedagem e aventura em Areia
  • Dois destinos que não podem faltar no roteiro dos apreciadores de Cachaça

Uma viagem pelo Brejo Paraibano

Em nossa primeira viagem pelo Partiu Interior fora de Pernambuco, conhecemos um pouco do Brejo Paraibano, uma região que encanta e surpreende, onde Turismo Rural, Turismo de Aventura e Turismo Histórico e Cultural caminham lado a lado. Foram três dias intensos, percorrendo alguns dos principais atrativos dos municípios de Alagoa Grande e de Areia, e os detalhes dessas visitas você acompanha aqui, ao longo das próximas semanas.

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PARA TODOS OS GOSTOS
O Brejo Paraibano reúne um casario antigo e preservado, cercado por belas paisagens naturais. Possui muitas e boas opções para quem gosta de cachaça, outras para quem curte conhecer engenhos, casas e histórias do século passado, também para quem prefere se aventurar em trilhas a pé ou de 4×4 e, claro, para quem quer simplesmente comer bem e descansar.

“Como vocês descobriram essas cidades? O que tem por lá?” Essas foram algumas das perguntas que mais ouvimos nos dias que antecederam nossa viagem. E não é para menos: se o próprio interior de Pernambuco ainda é pouco conhecido por boa parte dos pernambucanos, imagine duas pequenas cidades localizadas a mais de 100 quilômetros da capital paraibana? Pois bem, respondendo, nosso primeiro contato com Alagoa Grande e Areia foi a partir da publicação Roteiro Integrado da Civilização do Açúcar, elaborado pelo SEBRAE e lançado em 2009.

Como o material está perto de completar dez anos, foi preciso pesquisar e telefonar para engenhos, museus, hotéis afim de sabermos o que (ainda) tem por lá. Com nossa listinha de locais para visitar, partimos no dia 1º de maio.

EM ALAGOA GRANDE
Localizada na encosta da Serra da Borborema, Alagoa Grande fica distante 103 quilômetros de João Pessoa (PB) e possui um dos portais mais legais que já passamos até hoje: um pandeiro gigante, referência ao seu filho ilustre, o Jackson do Pandeiro.

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A visita ao Espaço Cultural Jackson do Pandeiro é parada obrigatória. Lá você vai encontrar documentos, discos e objetos pessoais do chamado Rei do Ritmo. Um lugar sensacional para quem gosta de música popular.

É interessante visitar também o Museu Margarida Maria Alves, agricultora e líder sindical que foi assassinada dentro de casa em 1983 por lutar pelos diretos trabalhistas de agricultoras e agricultores. Conhecer este lugar é vivenciar a luta de uma mulher que inspira trabalhadoras do campo até hoje através da Marcha das Margaridas (Clique aqui para saber mais).

Ainda em Alagoa Grande, vale muito a pena visitar o Engenho Lagoa Verde, que produz a premiada cachaça Volúpia. Distante cerca de 2,5km da área urbana, o lugar é ideal para conhecer o processo de fabricação da bebida e ainda conta com um restaurante rural, o Banguê. Agendando também é possível fazer trilha (trekking) na mata serrana nativa preservada no engenho.

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EM AREIA
No topo da Serra da Borborema, a 618 metros de altitude, está a simpática Areia. O conjunto arquitetônico da cidade é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2006, e cercado por belas vistas da serra.

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Passear pelo centro da cidade já é, por si só, um atrativo, é como se você viajasse pelo tempo até o século XIX. Na área tombada, são aproximadamente 420 imóveis, entre os quais se destacam o Solar José Rufino – um casarão que contém uma das duas únicas senzalas urbanas do Brasil ainda preservadas – a casa do pintor Pedro Américo, o Museu regional de Areia e a Budega do Vavá, um ótimo lugar para comprar cachaça, doces, rapadura, mel de engenho e lembrancinhas.

Comida boa e Turismo Rural também não faltam. Vale a pena almoçar no Restaurante Vó Maria – comida regional, sem agrotóxicos a um preço justo – e jantar no sofisticado Bambu Brasil. A sobremesa fica por conta da Casa do Doce, um destino imperdível, cheio de sabores. Perto de lá, siga até o Engenho Triunfo para conhecer a produção de uma das cachaças mais vendidas da Paraíba e que leva o belo casario de Areia estampado no rótulo.

Cachaça triunfo

COMO CHEGAR
Do Recife até a cidade de Alagoa Grande existem duas opções, mas a que recomendamos é: ir pela BR-101 até João Pessoa e de lá pegar a BR-230 – a famosa Rodovia Transamazômica – até Juarez Távora e de lá seguir pela PB-79. As BRs são duplicadas e bem conservadas, e a rodovia estadual também não tem problemas, é segura e bem sinalizada. A subida da serra é íngreme  e com curvas acentuadas, mas basta manter-se atento(a) e dentro do limite de velocidade.

A outra opção – apontada pelo Google como a mais rápida – é seguir pela BR-101 até Goiana e lá pegar a PE-75/BR-408 para Pedra de Fogo, Itabaiana e depois a BR-230 e PB-79. No entanto, não recomendamos este caminho. Voltamos por ele e, no lado pernambucano, passamos por muitos buracos (que obrigam você a parar ou pegar a contra-mão), trechos em reformas e curvas perigosas. Não compensam os minutinhos a menos.

CONTINUA
Todos os detalhes destes locais você conhecerá em nossas próximas postagens, pois é tanta coisa boa em Alagoa Grande e Areia que tornaria o texto interminável.